segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sobre a dor da saudade.

A palavra excruciante é um exagêro, e por ser um exagero, é que o sentido é nela inserido. Ao ler essa palavra eu não descrevo uma sensação, eu revivo.

Reviver momentos são prazerosos e sofridos ao mesmo tempo.

A consciência de um passado bom que não volta mais é a pior das dores. É maior do que a dor da perda, é a dor da impossibilidade, da fraqueza do imutável, do que os olhos viram e agora se fecham para não abrir mais.

A saudade pode ser saudável, apesar das palavras não estarem relacionadas, pra mim, elas sempre foram provas vivas da humanidade dentro de mim, e agora no português elas tomam caminho juntas também, pelo menos no meu português.


Em toda situação da vida, alguem nos diz que a gente uma hora vai olhar pra trás e rir de tudo, como experiência passada.


Eu me pergunto quando essa hora vai chegar.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

The best thing is to let go

Existe vida sem você, e como é bela, como é bela.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Quando nem as palavras conseguem dizer o que eu quero.

Eu costumo dizer que me expresso melhor por palavras escritas do que as ditas.

Ultimamente, não sei se isso é bem verdade. Não que as ditas tenham mais expressividade, compreensão e fluência. Só acho que, ultimamente, não são mais as palavras que falam por mim, se é que um dia foram.

O corpo fala, e por mais que a gente tente, esconder isso é complicado. Não dá pra esconder o olhar distante, não dá pra ficar sempre falante e toda hora brilhar (E não foi a intenção rimar).

Eu me deparo com problemas criados para serem problemas, problemas criados para dar motivo a falta deles, para dar motivo a falta de emoção, ou simplesmente para dar motivo à falta; ou quem sabe motivar a falta, talvez seja esse o motivo que falta. Compliquei.

E eu complico porque é isso que eu faço, é disso que eu gosto, é tudo o que eu não quero, mas é tudo que eu preciso.

Ajuda, quem precisa de ajuda?
Se a gente não consegue achá-la no conforto das palavras, com certeza a unica solução é o que faz existir o problema em primeiro lugar.

Não há como fugir, se há, eu ainda não descobri.




Ao som de Such Great Heights com iron and wine.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Sob o mar verde de nuvens toscas.

Sabe quando você tá pensando em ir, ai vê a foto do mar verde, e pensa duas vezes, pq afinal, o mar tem que ser azul, e se na foto ele não é azul, imagina só pessoalmente.

Então, deixando todos os critérios de lado, você vai.

O primeiro toque na água, é como se você estivesse asfixiado por toda sua vida e só agora descobriu como é respirar de verdade, o vento é diferente, ele tem um cheiro diferente, forte.

O sol brilha tão forte que mesmo que houvessem nuvens no céu, a resplandecência seria a mesma.

Ao que navega feliz em direção ao sol, ele parece estar fugindo cada vez mais de você, com medo talvez, você pensa. Na verdade o tempo passou rápido; - É hora de ir embora.

Você então volta pra casa, se lembra daquele momento único, um dos melhores da sua vida.

E por fim descobre que no fim do dia foi tirada uma foto. E o mar estava verde, e o sol não brilhava tão forte, e as nuvens estavam lá.

E a felicidade vai embora, o sorriso se deforma, as historias perdem hora.

Antes de dormir, agoniado, você reflete que tudo o que o seu coração mais quer, é voltar àquele mar, mesmo que em consciência você saiba que estará fazendo bobagem.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

secondhand serenade - it's not over

My tears run down like razorblades
And no, I'm not the one to blame
It's you ' or is it me?
And all the words we never say
Come out and now we're all ashamed
And there's no sense in playing games
When you've done all you can do

But now it's over, it's over, why is it over?
We had the chance to make it
Now it's over, it's over, it can't be over
I wish that I could take it back
But it's over

I lose myself in all these fights
I lose my sense of wrong and right
I cry, I cry
It's shaking from the pain that's in my head
I just wanna crawl into my bed
And throw away the life I led
But I won't let it die, but I won't let it die

But now it's over, it's over, why is it over?
We had the chance to make it
Now it's over, it's over, it can't be over
I wish that I could take it back

I'm falling apart, I'm falling apart
Don't say this won't last forever
You're breaking my heart, you're breaking my heart
Don't tell me that we will never be together
We could be, over and over
We could be, forever

I'm falling apart, I'm falling apart
Don't say this won't last forever
You're breaking my heart, you're breaking my heart
Don't tell me that we will never be together
We could be, over and over
We could be, forever

It's not over, it's not over, it's never over
Unless you let it take you
It's not over, it's not over, it's not over
Unless you let it break you
It's not over

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quando o meu hoje te encontrar amanhã.

As estações serão diferentes, assim como as pessoas, o tempo e, principalmente, você.

Você vai estar com olhos mais distantes, desconfiados e vividos.
Você vai sorrir por fora e quem sabe me dar um abraço.

As perguntas estarão cada vez mais longe do que um dia foram tão pessoais.
As palavras vão sair cada vez mais dificeis, forçando ao apelo da indiferença.

E quanto a mim, eu serei a mesma pessoa, a mesma pessoa que hoje é assim, te olhando com os mesmos olhos de quando te conheci, com os mesmos olhos de quem estivesse vendo um anjo pela primeira vez.

E talvez estivesse, mas sem aceitar a negação do inconsciente, de que anjos não existem, e mudar é inevitável, mas eu ainda sou o mesmo, quem pode evitar?

domingo, 2 de novembro de 2008

O Acerto é passageiro.

Mas o erro é eterno.

E não importa o quanto você acerte, são seus erros que vão te definir.

Todo mundo gostaria de poder voltar atrás e fazer as coisas diferente, arrependimento é consciência, consciência é reflexão e, se você reflete em algo, e percebe que errou, sabe que errou, sabe onde errou, a tendência é não fazer denovo, até que algo novamente abala as estruturas, e o que era lógico e racional, se distorce em meio às emoções.

Óculos da realidade, né. Não deixar abalar o cotidiano, é uma coisa difícil olhar pra frente quando o seu cérebro fica lá pra trás, é dificil levantar a cabeça quando se quer andar de olhos fechados.

E se the o.c me ensinou alguma coisa, é que não dá pra mudar o que você fez, porém, você pode tentar ser uma pessoa melhor e, com os erros do passado, poder acertar no futuro.

O que você faz define quem você é, e nesse exato momento, eu sou uma lágrima tentando não se perder em um mar de falsas canções.